The Man Who Copied

The Man Who Copied ★★★★★

Maratona Jorge Furtado 3/6

Há filmes tão intrinsecamente ligados à minha realidade, que ficarão marcados eternamente como partes do meu ser. Eu sinto isso com O Homem Que Copiava. Lembro-me de vê-lo com minha mãe pela primeira vez de madrugada no Cine Corujão, e como ela apontava pra mim em que bairros ficavam aquelas ruas de Porto Alegre representada na forma fílmica. Ela sempre exclamava quando o Júlio Andrade aparecia "Eu já estudei com esse cara!!!" e se tornou um meme entre nós a fala "Boa noite, filho, vou me deitar. Televisão me dá um sono..." Recordo-me como ela repetiu isso religiosamente por anos antes de dormir e como isso se tornou uma pequena brincadeira entre nós. Uma repetição que me fazia sorrir a cada vez que eu revia esse filme.

Hoje em dia, além dos motivos emocionais que me mantém fã da obra, posso apreciar a riqueza desse roteiro e como a complexidade dele é bem construída. Todas as pontas soltas são unidas no final de forma que a teia da vida seja contemplada. A edição e a narração em primeira pessoa dão ritmo dinâmico e íntimiasta à obra, mantendo-nos próximos dos personagens e seus dilemas, planos e escolhas. O objetivo é simples, os meios é que são complexos. Assim é tanto na vida quanto no cinema.

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