João César Monteiro

Perfil não oficial dedicado a publicações de textos do ex-crítico e cineasta João César Monteiro.

(1939 – 2003)

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  • Sleuth

    Sleuth

    SLEUTH

    (Cinéfilo N°5, 1 de novembro de 1973)


    Vamos lá ver se a gente se entende: o cinema americano nunca foi um fenómeno unitário. As virtudes por excelência desse cinema não são esse cinema todo. Efectivamente, a crença numa representação clássica do universo só é possível enquanto a relação arte-sociedade se mantiver alheia a factores de turbulência que, contaminando ambas as partes, rompam o seu precário equilíbrio.

    Dentro de um sistema de reprodução de códigos cinematográficos tão rígido, como era…

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    Gertrud

    GERTRUD

    (O Tempo e o Modo n °37, Abril de 1966)


    O texto que se segue [1], transcrito quase na íntegra do n° 164 de Cahiers du Cinéma, é da autoria de André Techiné e a sua inclusão fica-se a dever ao facto de o autor destas linhas o considerar mais relevante do que tudo o que ele próprio poderia dizer sobre o filme cujos atributos, após uma única visão, o forçam a um silêncio vizinho da impotência crítica ou,…

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  • Broken Blossoms

    Broken Blossoms

    BROKEN BLOSSOMS (1919) – D.W. GRIFFITH

    (“Retrospectiva do cinema americano”, O Tempo e o Modo 1ª série, N°27, maio de 1965)


    O cinema de Griffith reflecte a partir da invenção; o de Murnau descobre a partir da reflexão.

    O cinema americano é a apreensão real do concreto. Entre o olhar do cineasta e o objecto olhado subsiste, a todos os níveis, uma relação de eficácia. As coisas sendo o que são, adquirem espontâneamente o seu integral peso físico: « a…

  • Sunrise: A Song of Two Humans

    Sunrise: A Song of Two Humans

    SUNRISE (1927) – F.-W. MURNAU

    (“Retrospectiva do cinema americano”, O Tempo e o Modo 1ª série, N°27, maio de 1965)


    A aurora é o prenúncio do dia liberto do ventre nefasto da noite que o gerou: restituição às coisas e aos seres da sua face unívoca.

    Herdeiro do sopro romântico de Hölderlin, Tiecke ou Novalis, Murnau é o poeta das melodias da noite, do que vem dissolver-se no inexprimível e tocar o inefável. Se a sua linguagem tem um condão…