Voltei!

Voltei! ★★★★

De certo modo, a franqueza nada sutil no cinema de Glenda e Ary me impressiona de forma especial porque esse traço se transforma numa personalidade tão forte que a afeição se torna inevitável. É se afastando da naturalidade enquanto, contraditoriamente, veste-se dela, que seus filmes se tornam algo entre cinema, teatro, performance e manifesto pessoal. Aqui não é diferente.

A antipatia de Alayr e o histrionismo de Fátima, ambos traços reciclados do filme anterior, é de um primor cômico que só parece caber nessa realidade. Voltei! me parece o cinema de Glenda e Ary feito na brincadeira, a essência de um jeito inventivo que encara o cinema não como o aporte da realidade, mas como intervenção sobre ela, sempre calcado na conversa e na intensidade de suas intérpretes como um caminho para chacoalhar a plateia de forma exclusiva.

Crítica completa: www.arthurgadelha.com/post/voltei-o-brasil-machuca-viu-mostra-tiradentes

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